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Maracatus no Ceará Sentidos e Significados - Danielle Maia
Cruz
Escrito pela doutoranda em Sociologia Danielle Maia
Cruz, Maracatus no Ceará Sentidos e Significados é resultado da dissertação de
mestrado em Sociologia realizada entre 2006 e 2008. O objetivo da autora é entender a
dinâmica dos maracatus cearenses e como tal manifestação se revela como espaço
político de reivindicação de visibilidade e direitos. A autora pesquisou o Maracatu
Nação Iracema, mostrando como esta prática cultural se apresenta para seus dirigentes
como ferramenta de afirmação da negritude. Para compreender a dinâmica dos maracatus e
os discursos em torno da origem destes grupos no Ceará, Danielle Maia
realizou um levantamento histórico, conversou com pessoas envolvidas no universo dos
maracatus cearenses e esteve em Recife, onde conversou com brincantes pernambucanos e
entrevistou o mestre Manuel Salustiano Soares, do Maracatu Piaba de Ouro.. |
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Descartes Gadelha Ritmos de Luz
Compositor, escultor e artista plástico dos mais
conceituados no universo artístico cearense, Descartes Gadelha tem participado do
carnaval de rua em Fortaleza desde a década de 1960, atuando como brincante em diversos
blocos, escolas de samba e maracatus. Ritmos de Luz é o registro de seu repertório
criado para os maracatus Axé de Oxóssi, Nação Baobab, Nação Iracema, Solar, Vozes da
África e o afoxé Filhos de Oyá. Criador de intensa contribuição ao repertório
carnavalesco, Descartes Gadelha conta neste trabalho com participações de destacados
intérpretes do ambiente musical cearense, entre os quais Inês Mapurunga, Calé Alencar,
Wilton Matos, Pingo de Fortaleza, Eliahne Brasileiro, Brenner Paixão e Fernando Néri. |
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Coleção Bate o Bumbo Volume I
Primeiro volume da Coleção Bate o Bumbo, o disco
Mestre Juca do Balaio é o registro da trajetória musical de Joaquim Pessoa de Araújo,
cearense nascido em Cedro, iniciado no maracatu ao final da década de 1930 e falecido em
2006. Criador e tirador de loas no carnaval de rua da capital cearense, Mestre Juca do
Balaio é homenageado em um disco que apresenta parte significativa da obra deste Mestre
da Cultura, reconhecido oficialmente pelo Governo do Estado. Mestre Juca do Balaio inclui
macumbas compostas e adaptadas por Raimundo Alves Feitosa, fundador do Maracatu Az de
Ouro, grupo ao qual Mestre Juca dedicou grande parte de sua memorável carreira como
brincante do maracatu. O disco conta com a participação do batuque do Maracatu Az de
Ouro e dos cantores e compositores Calé Alencar e Pingo de Fortaleza. |
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Coleção Bate o Bumbo Volume II
Sexto disco solo do cantor e compositor
Calé Alencar, Costumes & Diversões é o segundo volume da Coleção Bate o Bumbo,
apresentando experiências do autor com vários estilos de batuques do maracatu cearense e
também criando uma linguagem própria na exploração de ritmos e timbres extraídos de
elementos não convencionais como plástico, madeira e outros materiais reaproveitáveis,
além de incluir influências rítmicas do samba, toré, coco, rap, calipso, baque virado
e ijexá, associando a estes ritmos a inconfundível marca que ele mesmo criou para o
batuque do Maracatu Nação Fortaleza. Costumes & Diversões conta com participações
especiais de Descartes Gadelha, Eliahne Brasileiro, Francisco Ramos, Maria Militão,
Mestre Juca do Balaio, Pantico Rocha e Pingo de Fortaleza. |
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Calé Alencar
15 Anos 15 Loas +1 Hino
Disco comemorativo dos 15 anos de dedicação do
cantor e compositor Calé Alencar ao carnaval de rua em Fortaleza, 15 Anos 15 Loas +1 Hino
apresenta a produção musical do artista criada para ilustrar temas de desfiles dos
maracatus Nação Fortaleza, Az de Ouro, Nação Baobab e Vozes da África. Tendo
participado pela primeira vez do carnaval da capital cearense em 1995, interpretando a loa
Um Canto de Amor aos Orixás, criação de Descartes Gadelha, Calé Alencar tem registrado
sua produção de loas em vários discos, além de produzir obras coletivas contemplando o
repertório de grupos carnavalescos, sendo um dos mais profundos pesquisadores do maracatu
cearense. |
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Maracatu Nação Fortaleza
É de Bambaliê
Vice-campeão de maracatus nos desfiles do carnaval
de Fortaleza, em 2009 e 2010, o Maracatu Nação Fortaleza é o primeiro grupo do carnaval
cearense a registrar sua produção musical em disco, resultado da premiação no Edital
de Culturas Populares do Ministério da Cultura e no Edital de Incentivo às Artes da
Secult - Ceará. O disco É de Bambaliê, registro do repertório apresentado pelo
Maracatu Nação Fortaleza nos desfiles carnavalescos do período de 2005 a 2010, traz
ainda loas e batuques incluídos nas apresentações do grupo, nas quais são incluídas
criações de Calé Alencar, Afrânio de Castro Rangel e Raimundo Alves Feitosa. |
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Maracatus & Batuques
Reunindo 36 loas e batuques característicos de
maracatus, congos e xangôs existentes em Fortaleza no período de 1943 a 2000, Maracatus
& Batuques é o primeiro registro de compositores e tiradores de
loas participantes do carnaval de rua da capital cearense. Produzido por Calé Alencar e
Rosemberg Cariry no ano de 2000, resultado de ampla pesquisa musical
incluindo gravações realizadas por ocasião dos desfiles à época do carnaval, Maracatus
& Batuques é o quinto disco da Coleção Memória do Povo Cearense, viabilizado
com apoio do Governo do Estado do Ceará e do Instituto da Memória do Povo Cearense. |
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Loas de Maracatu
Cantigas de Liberdade
Idealizado para comemorar dez anos de participação
do cantor e compositor Calé Alencar como autor e tirador de loas no carnaval de rua, Loas
de Maracatu Cantigas de Liberdade promove o registro de loas apresentadas no período
de 1995 a 2005 pelos maracatus Nação Baobab, Vozes da África, Az de Ouro e Nação
Fortaleza. Responsável por 14 das 16 loas apresentadas no disco, entre as quais as
inéditas Leão Coroado, Estrela da Rua e Rainha Negra do Maracatu, Calé
Alencar inclui Estrela Brilhante, em parceria com Carlos Pitta, e Um Canto de
Amor Aos Orixás, composta por Descartes Gadelha para o desfile inaugural do Maracatu
Nação Baobab. |
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Dragão Vivo
A idéia de registrar ao vivo o show dos
cantores Calé Alencar, Dilson Pinheiro & Pingo de Fortaleza nasceu durante o projeto Dragão
do Mar 160 Anos Luz, concebido em 1999 para festejar os 160 anos do líder
abolicionista cearense Francisco José do Nascimento. Os artistas garimparam loas e
batuques, afoxés e balanceios, ritmos que expressam a herança da cultura
afro-descendente presente na arte do povo cearense. Concebido para ampliar a visibilidade
dos ritmos do maracatu cearense, Dragão Vivo, lançado em 2000, traz como
música de abertura o Hino Oficial do Estado do Ceará, composto por Alberto Nepomuceno
& Tomás Lopes. |
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Ispaia Brasa, o bloco que foi escola Sérgio Pires
A pesquisa de Sérgio
Pires é um exemplo da importância e da oportunidade do livro reportagem. É quando o
jornalista pode se afastar das contingências e cobranças da pauta e fazer um trabalho
autoral. Neste caso, o texto está marcado, favoravelmente, pelas citações que atestam
uma pesquisa bibliográfica, pelas entrevistas e pelos relatos dos que fizeram a história
das escolas de samba e dos maracatus. Ele abre novas frentes e mostra que este gênero,
pouco desenvolvido entre nós, permite uma fruição agradável sem perder de vista toda
uma estrutura que vai nos trazer a guerra dos tamborins contra os atabaques, a herança
versus a imposição. |
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Calungas de Chico Batista
Artesão e
brincante de maracatu desde 1979, Chico Batista integra o Maracatu Nação Fortaleza,
sendo responsável pela criação e confecção de figurinos e adereços utilizados em
apresentações e cortejos carnavalescos. Suas calungas representam o cortejo do maracatu,
além de personagens da história e da cultura cearense, a exemplo de Patativa do Assaré,
Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto, Cego Oliveira, Muriçoca e Dragão do Mar, sendo
confeccionadas com a utilização de vários materiais, incluindo diversos tipos de
tecido, madeira, fio de cobre, bonequinhos de plástico, algodão, durepox, cola fórmica
e aviamentos. |
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